Apesar da queda nos óbitos, excesso de velocidade, ultrapassagens proibidas, embriaguez ao volante e uso indevido do cinto de segurança seguem como principais causas de acidentes graves nas estradas federais do estado
Fiscalização com radar em rodovia federal de Goiás: excesso de velocidade foi a infração mais registrada em julho de 2026, com quase 18 mil autuações. Foto: PRF
Treze pessoas morreram e outras 226 ficaram feridas em acidentes nas rodovias federais que cortam Goiás durante o mês de julho de 2026, resultado 35% menor de mortes em relação ao mesmo período do ano anterior. O balanço faz parte da Operação Férias Escolares, que reforçou a fiscalização nas estradas para coibir condutas de risco e reduzir a violência no trânsito.
Ao todo, foram registrados 214 acidentes de trânsito no período, número praticamente estável em comparação aos 213 sinistros contabilizados em julho de 2025. Já o total de feridos teve queda de 3%, passando de 232 para 226 vítimas.
BR-153 concentra maior número de mortes
Das 13 mortes registradas neste ano, oito ocorreram na BR-153, duas na BR-060, duas na BR-452 e uma na BR-070. O dado reforça a necessidade de atenção redobrada dos motoristas nos trechos de maior fluxo, especialmente na BR-153, que segue como a rodovia mais crítica do estado.
Excesso de velocidade lidera infrações
As ações de fiscalização resultaram em mais de 27 mil autuações de trânsito ao longo do mês. O excesso de velocidade permaneceu como a irregularidade mais recorrente, com 17.922 registros feitos por radares fixos e portáteis instalados nas rodovias federais de Goiás.
Também foram flagradas 1.015 ultrapassagens proibidas, 556 infrações por não uso do cinto de segurança e 120 motoristas dirigindo sob efeito de álcool.
Fatores de risco continuam associados a acidentes graves
Mesmo com a redução nas mortes, a avaliação é de que os números de infrações ainda preocupam, já que essas condutas seguem diretamente relacionadas aos acidentes mais graves e fatais nas estradas. Excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos, consumo de álcool antes de dirigir e o não uso do cinto de segurança continuam entre os principais fatores de risco identificados nas rodovias federais do estado.
As ações preventivas e de fiscalização devem se manter ao longo de todo o ano, com reforço previsto para os próximos feriados prolongados, quando o fluxo de veículos costuma aumentar nas rodovias federais.
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