Operação Destroyer bloqueia mais de R$ 470 milhões e chega à 18ª fase em Goiás

 Nova etapa mira rede de distribuição de drogas entre Goiânia e a cidade de Goiás; ação cumpriu dez mandados de prisão e terminou com 11 pessoas detidas

Polícia Civil cumpriu mandados e apreendeu drogas, armas e munições durante a 18ª fase da Operação Destroyer. (Foto: Polícia Civil)

O Governo de Goiás deflagrou, nesta quinta-feira (8), a 18ª fase da Operação Destroyer, voltada ao combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas. Desde o início da iniciativa, em 2023, mais de 860 medidas judiciais foram cumpridas e mais de R$ 470 milhões em recursos foram bloqueados, segundo o governo estadual.

Batizada de Domini Veteres, a nova etapa teve como alvo uma rede de fornecimento e distribuição de entorpecentes entre Goiânia e a cidade de Goiás. A ação foi conduzida pela Polícia Civil de Goiás (PCGO), com a participação de 50 policiais.

Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão. Todos os mandados de prisão foram executados. Além disso, uma pessoa foi presa em flagrante durante as buscas, elevando para 11 o número de detidos. As equipes também apreenderam drogas, armas de fogo e munições.

De acordo com a investigação, a apuração começou após uma prisão realizada em 2026. A análise de dados de um celular apreendido, mediante autorização judicial, permitiu identificar uma estrutura de distribuição de drogas na cidade de Goiás, abastecida por suspeitos que atuavam em Goiânia.

Segundo a Polícia Civil, três investigados, dois deles irmãos, seriam responsáveis pelo envio dos entorpecentes da capital para o município do interior. Outros sete suspeitos teriam participação na distribuição e revenda das drogas.

Bloqueio financeiro e integração das investigações


O bloqueio de recursos é uma das principais frentes da Operação Destroyer. A estratégia busca atingir o patrimônio e os valores associados aos grupos investigados, dificultando o financiamento do tráfico de drogas e a manutenção das estruturas criminosas.

O governador Daniel Vilela afirmou que a operação mantém uma atuação contínua contra as facções. Segundo ele, o bloqueio de quase R$ 500 milhões representa uma medida para enfraquecer financeiramente essas organizações.

Iniciada em 2023, a Destroyer reúne investigações de longo prazo para identificar lideranças, fornecedores, distribuidores e responsáveis pela movimentação financeira dos grupos criminosos. O trabalho envolve delegacias especializadas, equipes de repressão ao narcotráfico e unidades regionais.

As investigações também contam com a colaboração de forças de segurança de outros estados e órgãos federais, incluindo a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Federal, quando necessário.

A 18ª fase foi conduzida pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) da 4ª Delegacia Regional de Polícia e integra a estratégia estadual de combate às redes de tráfico e às estruturas que sustentam as atividades das organizações criminosas.


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